Estamos reativando a campanha: Onde está Érika Vander?
Tenho na minha estante algo que considero uma relíquia: o primeiro livro de Cora Coralina, “Poemas dos becos de Goiás e estórias mais”. O meu é a segunda edição, de 1977, impressa na Universidade Federal de Goiás. Parece uma publicação quase artesanal, tem cara e jeito de coisa antiga, e já está um pouco amarelada. Como a consegui? “Capturando” das coisas do meu irmão. Claro, tempos depois, ele consentiu e hoje já consideramos como meu.
Dentro do livro há um bilhete escrito a caneta de próprio punho por Cora Coralina. Diz ele:
“Érika Vander
Erika, você é linda e cheia de encantos. Tive seu tamanho e sua idade e ninguém me deu caminhos, nem amor e nem cuidados.
Desejei tanto uma boneca de louça que eu dizia: Boneca de Verdade. Minhas bonecas eram bonecas de pano, bonecas de mentira, chamadas Bruxas. Eu queria a boneca da loja que morava na caixinha, queria tanto, e nunca foi minha.
Cora Coralina
Cidade de Goiás, 3-3-81”
Parece-me uma preciosidade.
Acontece que ninguém sabe quem é Érika Vander, para quem Cora escreveu esse bilhete. Seria uma menina à época? E hoje, quem será? Como veio parar esse bilhete nas minhas mãos?
Estamos em campanha: onde está Érika Vander? Contamos com a ajuda de todos os blogueiros para encontrar essa personagem cheia de mistérios. Participe como puder!
Veja abaixo a foto da relíquia:

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Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 10h36