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BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Homem, de 36 a 45 anos



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Poesia e + ... Ricardo Senna Guimarães
 

Oficina de Criação Poética

Neste momento tenho uma bandeja de frutas à minha frente, repleta de pedacinhos picados de mamão, banana, manga, abacaxi, melancia, melão e de uma fruta exótica: o caqui negro japonês. Pelo menos esse é o nome que a simpática Suzana, responsável pela banca “Tropical Frutas - as melhores frutas do DF” contou-me ser o da iguaria. O aspecto interno do tal caqui (não cheguei a vê-lo em casca) não é nada agradável nem convidativo. Em minha bandeja, parecem pedaços de maçã escurecidos por terem sido cortados e expostos há certo tempo. Mas não estão escurecidos, este é o seu aspecto natural, daí o nome. Lembram, também, pedaços de banana fritos salpicados de canela. Sem dúvida, dão um certo toque exótico à salada. Não chegam a ser feios ou repugnantes, nada disso. Possuem consistência firme e sabor ... de caqui. Usei as reticências para tentar demonstrar a sensação: as primeiras mordidas não revelam um gosto especial, mas quando você começa a engolir surge, ao fundo, quase como névoa, um sabor ligeiro de caqui, que fica mesmo momentos após a completa deglutição do pedacinho da fruta. Gostei: inusitado, carnudo, gostoso, poético.


Na oficina de todas as sextas-feiras, apresentei um poema que foi bastante criticado pelo professor. Chamo o poeta Marco Antunes de professor porque, a partir de hoje, passo a encará-lo assim, já que suas críticas me fizeram ver pontos antes não vistos e apresentaram reflexões interessantíssimas sobre o poema em questão. Gostei muito de ouvi-las. Até que enfim alguém para me dizer, de forma construtiva, que determinado poema, seja pela mensagem, seja pela forma, não funcionou.


Aliás, muito tenho aprendido nessa oficina. Procurei anotar esses aprendizados no caderno, e o que tenho até agora divido aqui:


  • 1a lição fundamental: a poesia é algo que tem de ser dita, declamada. A poesia originou-se nas declamações em praça pública. A poesia nasceu antes da escrita, com forma e rima para facilitar a memorização da mensagem que necessitava ser transmitida. Então a poesia não é algo para ser lido fria e silenciosamente em uma folha de papel. Ela deve ser lida em voz alta, cantada, declamada, porque ela tem ritmo, ela é música.

  • Daí vem a 2a lição fundamental: a poesia deve ter ritmo. Aliás, a poesia é ritmo. Sem ritmo não há poesia. O ritmo é o que encanta na poesia, que torna sua leitura prazerosa, musical. Poesia é ritmo, e o ritmo é o que diferencia a poesia da prosa.

  • A poesia tem de ser espontânea, leve, verdadeira, natural. A autêntica poesia transmite uma verdade essencial. Compõe-se das palavras certas e do modo exato de dizer uma sensação humana. Para isso, o poeta deve mastigar o sentimento (vivido ou não) e cristalizá-lo em palavras, de forma que todos o reconheçam. O grande poeta é capaz de dizer o indizível, e ainda de modo belo, surpreendente, visceral, profundo. Não, não é tarefa nada fácil.


Han Yu, poeta chinês do século VIII, conseguiu captar essa relação do poeta com a palavra:


Tudo ressoa, mal se rompe o equilíbrio das coisas. As árvores e as ervas são silenciosas: se o vento as agita, elas ressoam. A água está silenciosa: o ar a move, e ela ressoa. As ondas mugem: é que algo as oprime. A cascata se precipita: é porque falta-lhe solo. O lago ferve: algo o aquece. Os metais e as pedras são mudos, mas ressoam se algo os golpeia. Assim também o homem. Se fala, é porque não pode conter-se. Se se emociona, canta. Se sofre, lamenta-se. Tudo o que sai de sua boca em forma de som se deve a um rompimento do seu equilíbrio... A palavra é o mais perfeito dos sons humanos; a literatura, por sua vez, é a mais perfeita forma de palavra. E assim, quando o equilíbrio se rompe, o céu escolhe entre os homens os que são mais sensíveis e os faz ressoarem.”


  • A boa poesia deve trazer a linguagem da rua, sem preconceito. Devemos buscar a poesia na rua, na forma como as pessoas falam, o que e como falam. O bom poema tem o sotaque do seu tempo, porque o leitor deve se identificar no poema.

  • A boa poesia deve ser despretensiosa, sem dar lição de moral.

  • O verdadeiro poeta saboreia as palavras, ouve-nas como se fossem música. No poema verdadeiro, as palavras se emendam, se fundem, se amalgamam umas com as outras, formando um corpo fluido, no qual voam os sentimentos para, compreendidos, pousar na mão do leitor. Só isso.


 Ricardo Senna Guimarães



Categoria: Poemas meus
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 15h45
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Não estamos falando de literatura erótica

 

A oferenda

Mario Quintana


Eu queria trazer-te uns versos muito lindos...

Trago-te estas mãos vazias

Que vão tomando a forma do teu seio.

 

Italo Moriconi, em seu livro “Como e por que ler a poesia brasileira do século XX” diz em um trecho interessante: “Ler contos, romances, poesia, filosofia é pura malhação mental. E te conto um segredo: dá tanto tesão quanto fazer ginástica, embora de maneira diferente e por caminhos diversos.(...) Ler desperta o tesão por um mecanismo de carência, ao passo que depois da ginástica sentimos tesão por um mecanismo de excesso. No primeiro caso, é compensação. No segundo, complementação. A leitura fortalece a libido pelo adiamento do desejo. A ginástica, por sua aceleração. Mente sã, corpo são - já diziam os romanos.”


A serenata

Adélia Prado


Uma noite de lua pálida e gerânios

ele viria com boca e mãos incríveis

tocar flauta no jardim.

Estou no começo do meu desespero

e só vejo dois caminhos:

ou viro doida ou santa.

Eu que rejeito e exprobo

o que não for natal como sangue e veias

descubro que estou chorando todo dia,

os cabelos entristecidos,

a pele assaltada de indecisão.

Quando ele vier, porque é certo que vem,

de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?

A lua, os gerânios e ele serão os mesmos

- só a mulher entre as coisas envelhece.

De que modo vou abrir a janela, se não for doida?

Como a fecharei, se não for santa?


Comigo funciona definitivamente. É impressionante a capacidade das palavras, cada qual com seu significado, de se juntarem e, mais que isso, de se combinarem de tal forma a construírem mensagens de diversas profundidades. Donas do seu destino comum, conseguem desde revelar o mais íntimo de alguém até tocar o maior segredo do universo, apenas combinando-se entre si. Parece que chegam a atuar com livre arbítrio. Fantástica essa capacidade da literatura, especialmente quando feita com beleza. Só pode dar tesão.

 

 Ricardo Senna Guimarães



Categoria: Poesia do dia
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 12h11
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Amante às quartas


Tenho o céu da boca estrelado

para engolir as quartas-feiras

e trazê-las para a escuridão visível

onde me acontecem coisas

que não têm vez nos outros dias

nem mesmo aos domingos.


Nestes sou lampejo

relicário levado ao pescoço

sentinela de uma exposição lassa

em feixe de luz sem anteparos

reverenciado com afinco

afinal de claridade é feito o domingo.


Naquelas sou impressionável

alimento a energia vital capaz de acender os astros

e apagar os rastros

que trago em minha noite pontilhada

- afinal tenho o céu da boca estrelado

para engolir cada tempo de um dia

distinguível a olho nu

mastigá-los e descobrir o sabor

acre-asteróide do corpo dela

que em meu fluir dos dias

domingo é que não é.


 Ricardo Senna Guimarães



Categoria: Poemas meus
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 12h15
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Sob os arcos da ponte


Sentado na beirada da ponte

tenho na cabeça vagas idéias

(no horizonte aquilo que parece uma chuva

na hora exata do pôr-do-sol

torna-me um ser imaginante)

um coração a bater sem platéias

o ar úmido que me calça como luva

e um lago de marola espumante

sou navegante no estreito sem farol

aqui, sob os arcos da ponte

sinto que estou à procura

de algo a mais do que tenho sob meus pés:

um dia esse lago tomar a forma de mar

um beijo profundo manifestado à ventura

que me roube palavras como faz uma onda

quando lambe a areia a fim de levar

o escrito de alguém de volta à fundura

um amor de brisa que me dê temperança

um feixe voraz de lucidez e ruptura

e um segredo qualquer para guardar

(aqui, sob os arcos da ponte

tenho essa esperança)


 Ricardo Senna Guimarães



Categoria: Poemas meus
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 16h37
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Domingão

Resumo do domingão: de manhã, passeio de bicicleta sob o céu azul de Brasília; à tarde, futebol no estádio com a galera vascaína; à noite, vem-pra-cá vai-pra-lá com a patroa ouvindo o tilintar das estrelas. Tá bom, né? Que mais pode querer um rapaz latino-americano?

  A galera vascaína nos arredores do estádio Mané Garrincha, na expectativa de assistir ao primeiro jogo do time no campeonato brasileiro 2005. Brasiliense 2x2 Vascão, com gols do Romário e do Alex Dias.

 A vibração na hora do gol do Vascão.

Ricardo Senna Guimarães



Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 21h10
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Brasília e seus milagres construídos

pelas mãos do pioneiro encantado

admirou as árvores do cerrado

levantou palácios retorcidos

contemplou o céu emoldurado

cavou um lago intumescido

louvou o sonho abençoado

ergueu a urbe sobre o pó encardido.


Legou família de futuro indecidido

no chão feio do terreno alvoroçado

um só amor triunfante no passado

de gozo quente mas de rosto esquecido

hoje no fundo da terra do cerrado

(cavada como se fazia naquele tempo esmaecido)

é mais que um operário aposentado

é quase um rei, o pioneiro adormecido.


Ricardo Senna Guimarães



Categoria: Poemas meus
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 08h46
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Presente de aniversário

Brasília faz aniversário e ainda nos dá presentes! Que tal essa chuvinha gostosa que cai à tarde? Só mesmo uma cidade muito gentil para nos fazer um chamego tão doce.

Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 14h51
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Noite de autógrafos com Nicolas Behr

Data: Quarta-feira, dia 20 de abril           Local: Livraria da Travessa - CCBB

 Na foto: eu segurando o livro Restos Vitais, Nicolas, o autor, e Yda, minha linda companheira

Estivemos lá para acompanhar o lançamento de alguns livros do poeta Nicolas Behr, entre eles: Restos Vitais, reunião de 5 livrinhos mimeografados publicados entre 1977 e 1979 e vendidos de mão em mão pelos bares e teatros de Brasília. Um em especial, Iogurte com Farinha, foi um verdadeiro "best seller", pois vendeu 8 mil exemplares. Comprei um Restos Vitais para mim e outro para meu irmão, Marcelo (viu, Marcelo, tá aqui! Vamos ver como te mando). No dele, Nicolas escreveu: "este livro é um presente do mano Ricardo pro mano Marcelo (ô irmãozão que você tem hein?!) Eu entrei de gaiato na estória. Abraços, Nicolas." Ah, comprei também Braxília Revisitada vol. 1, que o Nicolas autografou com muita simpatia.

Aliás, tenho de ressaltar que antes dos autógrafos, assistimos a uma conversa com a escritora Ana Miranda, no projeto Rodas de Leitura do CCBB. Moradora de Brasília durante a infância, Ana leu alguns textos e conversou com o público esbanjando simpatia, carisma, erudição e simplicidade. Como é bom ouvir uma pessoa culta falar, contar suas histórias, suas percepções, especialmente sobre literatura, esse mundo fantástico. Depois Nicolas também deu um show, lendo poemas do seu Braxília. Encantou a todos com suas historinhas divertidas e surpreendentes. Valeu!



Categoria: Evento
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 14h08
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Brasília está completando 45 anos e ainda continua um avião!


 

O lago soturno mantém sua vigília

uma garça apenas sobrevoa...

Meus amigos, o poder está mesmo

em Brasília!


******


Na cidade do rumo planejado

trilha

vereda

caminho de rato

riscam o gramado;

o homem recria Brasília

faz sua alameda

no anonimato.


******


Brasília criança

manchava de vermelho cerrado

as meias brancas

dos meninos da escola classe...

Ah, se o tempo não passasse

e não fossem só lembranças

meu coração vermelho corado

e Brasília criança.


******


Entre tantas árvores retorcidas

uma mangueira!

És tu, sempre Brasília

a hospitaleira.


******

Lembrando Nicolas Behr:


Em Brasília, 19 horas

horário brasileiro de verão

um redemoinho lá fora

poeira em espiral levanta

deixa tonto meu coração

e de repente tudo desanda

ela correndo no eixão

eu espiando da varanda.


******


Essas nossas tesourinhas

são de cortar o coração

ela ia pro eixinho de cima

eu queria voltar pela contramão

nosso destino se decidia

embaixo de eixão

 

Ricardo Senna Guimarães

Imagem: http://www.photoagencia.com.br/photo/imagens/fotos/exposicoes3172003133132alan9.JPG



Categoria: Poemas meus
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 11h45
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  Amar

Entre as muitas formas de gostar

Tem uma que é assim:

Amar, amar, amar

Amar as pessoas e as coisas acima de tudo

Amar como se fosse a última oportunidade de amar

Amar como um pássaro ama seu vôo - voar com maestria

Amar como a água ama sua queda - cair com alegria

Amar como a árvore ama seu fruto - gerar com euforia

Amar, amar, amar

Viver e louvar o céu

Sonhar e agradecer ao sol

Sorrir e reverenciar à vida

Todo momento

Amar, amar e amar - cada dia.


Ricardo Senna Guimarães

(imagem:http://www.aflordapele.blogger.com.br)



Categoria: Poemas meus
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 12h09
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Campanha contra o racismo no futebol

http://www.racismonofutebol.org.br/Forms/frmIbaseAbaixoAssinatura.aspx

A última do José Simão (www.uol.com.br): "Pena do jogador argentino será assistir ao DVD Rei Pelé durante 30 dias!"



Categoria: Link
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 12h22
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Campeonato BRB Mundial de kart

2a etapa realizada em 16/04/2005, no Free Kart.

Nelson Cavallari continua imbatível! Ganhou também a 2a etapa e segue líder. Surpresa: Sandro fez uma ótima corrida e chegou em terceiro! Tá treinando, é? Parabéns também ao Fernando Célio, se revelando grande piloto. Eu fui mal. Levei para casa o sétimo lugar, além de algumas dores musculares e uma mancha roxa na perna, resultado do esforço e de várias trombadas que levei não sei de quem. Na próxima prometo melhorar. Veja abaixo a classificação atual com a pontuação de cada piloto no campeonato:

1 - Nelson Cavallari - 58

2 - Airton Júnior - 53

3 - Fernando Jorge - 49

4 - Fernando Célio - 49

5 - Márcio Azevedo - 44

6 - Sandro - 37

7 - Ricardo Senna - 36

8 - Iege Machado - 33

9 - Córdoba - 30

10 - Marcello Furlanetto - 29

11 - Eigi - 12

Ainda não pontuaram: Sérgio Marchetti, Thiago Nagao, Rogério Lima e Jucinéa Tavares.

Próximas etapas: sensacional enduro, dia 07/5, e 3a etapa do campeonato, dia 21/5.

Ricardo Senna Guimarães



Categoria: E Deus criou a mulher...
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 12h11
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 W. B. Yeats

William Butler Yeats nasceu em 13 de junho de 1865, em Dublin, Irlanda, onde se desenvolveu em um meio culto e criativo. Poeta e autor teatral, Prêmio Nobel (1923) de Literatura. Foi o representante máximo do Renascimento irlandês e um dos escritores mais destacados do século XX. (Fonte: http://www.opoema.libnet.com.br/williambutleryeats/williambutleryeats.htm)

 

He wishes for the cloths of heaven

 

Had I the heavens’ embroidered cloths

Enwrought with golden and silver light

The blue and the dim and the dark cloths

Of night and light and the half-light

I would spread the cloths under your feet:

But I, being poor, have only my dreams

I have spread my dreams under your feet

Tread softly because you tread on my dreams

 

Em uma tradução livre:

 

Ele deseja as roupas do paraíso

 

Tivesse eu as roupas bordadas do paraíso

tecidas com dourada e prateada luz

O azul e o escuro e os negros panos

Da noite e luz e a meia-luz

Eu colocaria as roupas sob os teus pés:

Mas eu, sendo pobre, tenho apenas meus sonhos

Eu tenho deixado meus sonhos sob os teus pés

Pise suavemente, pois você está andando sobre meus sonhos.

 

Memória

W.B. Yeats


Uma tinha beleza

E duas ou três tinham charme,

Mas charme e beleza eram nada

Porque a erva da montanha

Não mantém a sua forma

Onde a lebre esteve deitada.



Categoria: Poesia do dia
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 08h54
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Flu campeão carioca! Estava escrito nas estrelas.

Parabéns ao Fluminense, legítimo campeão carioca de 2005. Tá certo que o juiz ajudou de leve, mas o tricolor realmente mereceu, especialmente por esse último jogo, no qual foi melhor durante todo o tempo. E ainda contou com muita sorte, de fazer tantos gols aos 47 minutos. Como diria Nelson Rodrigues, estava escrito nas estrelas. A benção João de Deus!

Parabéns também ao Voltaço, digno representante do interior. Volta Redonda tem muito a comemorar, pois o time teve a melhor campanha de todo o campeonato e ainda foi campeão da Taça Guanabara. Esperamos que a boa fase não seja apenas nuvem passageira...

Meu coração cruzmaltino fica no aguardo de dias melhores.X

Ricardo Senna Guimarães



Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 18h29
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Aniversário da Sara

Data: 16/04/2005    Local: Casa da Yda

Uma festa de arromba! Um momento de muita alegria para comemorar o aniversário de alguém muito especial. Parabéns, Sara! Você merece!

Sara, seus amigos ainda deixaram mensagens para você:

  • Saroca! Felicidades mil!! Beijos, Lucia e Evilásio.
  • Felicidades e muitos anos de vida!!! Fábio e Lucélia.
  • Tudo de bom para você e sua família. Deus a abençoe! Abraços, João e Kátia.
  • No meu castelo você é a rainha que fiz coroar - te adoramos. Beijos, beijos e beijos. Vanda, Kárytha, Fernando, Ida e Dirceu.
  • Você é D+. Arlindo e Lisiane.
  • Parabéns dos seus brows. Jr, Maria e Mel. Beijos!!
  • Tudo de bom. Beijinhos, Karol (filha da Kátia).
  • Feliz aniversário. Beijos, Karlla.
  • Você é show! Kárytha. B-JC in Kaka.
  • Tudo de bom!! Beijos, Ydamar e Ricardo.
  • E aí, Marambis, blz? Desejo-lhe tudo de bom! Beijos, Guilherme.



Categoria: Evento
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 14h34
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Novas alianças

Uma aliança é muito mais do que um simples anel.

É um pacto.

Uma união.

É o ato de ligar-se. Unir-se. Aliar-se.

Uma prova indissolúvel de amor.

Novas alianças representam novos tempos.

Novos tempos em que viveremos mais do mesmo.

Mais do mesmo amor que nos une e nos abençoa.

Mais do mesmo amor que gera frutos.

Mais do mesmo amor que constrói.

Mais da mesma cumplicidade.

Mais dos mesmos momentos de parceria.

Mais da mesma paixão.

Somos dois mas somos um.

E seremos por todo o sempre.

Por todo o tempo em que durar nossa aliança.

Yda, te amo.

 

Ricardo Senna Guimarães

Imagem: http://www.aflordapele.blogger.com.br/2004_08_01_archive.html



Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 17h06
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 Ata do último passeio do moto-clube

Data: 15/04/2005 (sexta-feira)   Horário: 20h às 24h

 

Tudo começou com um telefonema do Beto às 16h dizendo que iria ao passeio, mas que, primeiro, teria de arrumar um jeito de buscar a moto que estava à venda na MotoShow. Essa decisão de vender a moto era fruto do pequeno escorregão, mas parece que já passou. Sem entrar em muitos detalhes: tudo acabou dando certo, o irmão da Yda deu uma carona e o Beto conseguiu pegar a moto a tempo. Às 20h chegamos à Doce Pão, e logo depois chegaram Sergio e Flavia. Beto passou sozinho de moto pela pista, deu uma acelerada, e foi-se. Ele e Anita iriam deixar as crianças em uma festa na 509 sul. Então, após sérias, complexas e mínimas resoluções que aqui não cabem relatar, partimos em direção ao Conjunto Nacional. Yda e eu tínhamos que buscar nossas novas alianças. Foi um momento de muito romantismo, uma coisa de casal, presenciado pelo Sergio e pela Flavia, além das vendedoras da H.Stern. Promessas de comemoração para mais tarde. Depois encontramos o Beto e a Anita e a Flavia resolveu comprar uma bota! Como levar a caixa enorme da bota na moto? Sabe como é: mulher quando quer comprar algo, dá jeito em tudo. Portanto, deu-se um jeito. A bota foi no pé, a caixa ficou na loja, e o sapato antigo (que também era uma bota, só que pequena) foi dentro da mochila da Yda. Agora o principal: a meia da Flavia! Era do estilo dancin’ days, toda arco-íris. Super! E tem mais: o Sergio, ao ver a patroa naquela bota super sexy, começou a querer apressar o passeio. Vamos logo, vamos logo, olha a hora, tô com fome... Resolvemos ir logo. Ah, não posso deixar de registrar que o Beto quase comprou uma sandália franciscana marrom típica de Aracaju. Mais fashion impossível. Próxima parada: barraquinha de massas italianas na 206/7 sul. Antes fizemos uma escala na 509 sul para aliviar o peso da mochila da Yda, deixando o embrulho com a bota velha (ainda era novinha, precisava comprar outra?) da Flavia no carro da Anita. É, ela tinha deixado o carro lá, para voltar com os kids. Parada rápida, pois o Sergio estava com pressa. Fomos às massas. A tal da barraquinha tem uma super estrutura: mesas com toalhas verdes ou vermelhas, vasinhos de flores, tenda para proteger do sereno, cardápio plastificado, música ao vivo, vinho e um atendimento mais digno que muito restaurante por aí. Gostamos. O Beto já começou logo pedindo um cachorro quente. Ué, a barraca não era de massa? Era, mas vendia o indefectível hot dog também. Todo mundo pediu o “esfomeado”, que vem a ser uma porção dupla de massa a escolher com molho a escolher, podendo criar combinações criativas. Gostoso. Boa quantidade, com direito a torradinhas, por R$ 6. Aprovado. Voltaremos. Em opinião unânime, concordamos que é melhor do que a barraquinha do sheik árabe que queria nos encamelar na conta, cobrada em petrodólares. Próxima parada: café no Mc Donald’s. Encontraram o Sucupira, tão comentado em encontros anteriores. Parada rápida, pois o Sergio estava com pressa, queria chegar logo em casa. Voltamos à 509 sul para buscar a Pedro e Ana Luiza. O Beto, como sempre sem casaco, e desta vez de bermuda, estava com frio. Como a Anita ia voltar de carro com as crianças, colocou nele seu suéter pretinho básico, o que provocou uma imagem marcante em nossas retinas tão fatigadas: o Beto vestido com um suéter pretinho básico gola rolê três números menor que o dele! E ainda achou de colocar um gorrinho preto, que o deixou com a cara do Jacques Custeau ou do Tom Cruise, sei lá. Impagável! Como uma máquina fotográfica faz falta nessas horas... Bem, nem preciso dizer que a Anita achou isso tudo muito sexy e passou a ficar com pressa de chegar em casa também. E não era que eu também estava com pressa? Afinal, tínhamos que comemorar as novas alianças antes que tocassem as doze badaladas. E, falem a verdade, a Yda estava linda com aquela blusinha que muitos acham ser de oncinha, mas eu tenho certeza que é de jaguatirica. Assim, só nos restava cruzar a Asa Sul e o Lago Sul com nossos bólidos possantes e chegar ansiosos aos aconchegos dos nossos lares. A partir daí, cada um por si. Alguém ouviu o trepidar de fogos de artifício no céu estrelado sobre o Condomínio Estância Jardim Botânico nesta madrugada?

Ricardo Senna Guimarães 



Categoria: E Deus criou a mulher...
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 08h36
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Oficina de criação poética

O nosso "dever de casa" era compor um poema com métrica e verso. Então, me saí com este, que apresentei hoje e foi muito bem recebido:

Machado de Assis, em seu Dom Casmurro, propõe-nos um desafio. No capítulo 55 – Um Soneto – está Bentinho na sua cama no seminário quando lhe surge na cabeça um verso:

Oh! flor do céu! oh! flor cândida e pura!”

Tentou compor um soneto. Eufórico com a perspectiva de tornar-se poeta, perdeu o sono, revirou-se na cama, repetiu o primeiro verso aos lençóis, aguardou os demais. Os versos não vieram. Acabou por compor o último:

Perde-se a vida, ganha-se a batalha!”

 

Teve a sensação de que sairia um soneto perfeito, pois “começar bem e acabar bem não era pouco.” Entretanto, os versos insistiram em não vir. “Trabalhei em vão, busquei, catei, esperei, não vieram os versos.” Deu-se por vencido e lançou o desafio à eternidade:

 

Pois, senhores, nada me consola daquele soneto que não fiz. Mas, como eu creio que os sonetos existem feitos, como as odes e os dramas, e as demais obras de arte, por uma razão de ordem metafísica, dou esses dois versos ao primeiro desocupado que os quiser. Ao domingo, ou se estiver chovendo, ou na roça, em qualquer ocasião de lazer, pode tentar ver se o soneto sai. Tudo é dar-lhe uma idéia e encher o centro que falta.”

Então aí vai o soneto que fiz:

                                             Soneto de Socorro a Dom Casmurro


Oh! flor do céu! oh! flor cândida e pura!

Rima que não me vens em noite escura,

Que embaixo desses lençóis não me surges

E que, má, ao meu amor não conduzes!


Espero a ti como espero a uma cura

Desta ausência que me leva à loucura;

Espero a ti que me venha de alhures,

Que não me grites, apenas murmures


A chave deste sono fugidio

Que já me faz réu e em meu peito entalha

Tal promessa vã ou coisa que o valha:


Só por ti todos os meus sonhos adio,

Entrego os dias e visto a mortalha,

Perde-se a vida, ganha-se a batalha!

 

Escrito por Ricardo Senna Guimarães



Categoria: Poemas meus
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 14h26
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Noite de autógrafos com Nicolas Behr

Data: 20/04/2005 (quarta-feira) - Hora: 21h

Local: Livraria da Travessa, no CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil

O poeta Nicolas Behr, de Brasília, estará autografando seu livro Restos Vitais, no qual reúne 5 livros editados entre 1977 e 1979, que ficaram famosos pela qualidade da poesia, pela venda de mão-em-mão pelos bares da capital e pela propaganda boca-a-boca. Mais um evento de qualidade da literatura de Brasília. Imperdível! Estarei lá com toda certeza.

Um clássico do Nicolas:

nem tudo
que é torto
é errado
 
veja as pernas
do garrincha
e as árvores
do cerrado


Categoria: Evento
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 13h54
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"O sol, com todos aqueles planetas que giram à sua volta e dele dependem, ainda pode amadurecer um cacho de uvas como se nada mais existisse a fazer no universo."

Autor: Galileo Galilei

Buscar na Web "Galileo Galilei"



Categoria: Citação
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 16h15
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"Nunca é tarde demais para ter uma infância feliz."

Autor: Desconhecido



Categoria: Citação
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 16h10
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"É isso que se chama de sutil iluminação"

                    Autor: Lao Tzu, filósofo chinês   Quando: séc. VI a.C.

Para colher, primeiro espalhe.

Para enfraquecer, primeiro fortaleça.

Para abolir, primeiro estabeleça.

Para encerrar, primeiro inicie.


É isso que se chama de sutil iluminação.


O macio e o fraco superam o rígido e o forte.

Os peixes não conseguem escapar do açude profundo.

As armas mais afiadas de um país

Não podem ser exibidas.

 

Buscar na Web "Lao Tzu, filósofo chinês "



Categoria: Citação
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 15h10
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 Sensacional Enduro de Kart !!!

Essa espetacular prova se realizará no dia 07.05.2005 (sábado), 20h, no Carrera Kart.

Será uma prova de uma hora a ser completada em dupla de pilotos, ao preço de R$60,00 por piloto.

Haverá premiações, além de muita festa, é claro.

O Enduro ocorrerá com a formação de, no mínimo, 10 e no máximo 15 duplas. As inscrições já estão em andamento.

Vale torcida, barulho, comida e bebida! Aliás, o chopp do Carrera é bem gelado e o feijão tropeiro (para quem gosta) é muito saboroso!

As duplas já confirmadas:

  • Nelson Cavallari e Gardene (BB);
  • Ricardo Senna e Sandro Soares;
  • Eriel Strieder e Paulo Roberto Sales;
  • Márcio Hipólito e Eleusis;
  • Thiago Nagao e Helio Antonio;
  • Fernando Silva Jorge e Jackson Jorge(irmão);
  • Fernando Célio e Bruno ou Rafael(filhos).

Além desses, confirmaram presença, mas ainda não definiram a dupla: Iege Machado, Luiz Córdoba e Airton Junior.



Categoria: E Deus criou a mulher...
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 13h10
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Campeonato de kart

2ª etapa do sensacional Campeonato Mundial BRB de Kart está marcada para o próximo dia 16/04/2005 (sábado), às 15:00hs, no Free Kart (Free Park).
A Direção ressalta que é imprescindível a chegada de todos os participantes com pelo menos meia hora de antecedência, ou seja, todos terão que estar presentes às 14:30hs.
 

Após a realização da 1a etapa, a classificação do campeonato é a seguinte:

1o lugar: Nelson Cavallari, Airton Júnior e Fernando Jorge, com 28 pontos

4o lugar: Fernando Célio e Márcio Azevedo, com 23 pontos

6o lugar: Ricardo Senna, com 19 pontos

7o lugar: Córdoba, com 18 pontos

8o lugar: Iege Machado, com 16 pontos

9o lugar: Marcello Furlanetto, com 15 pontos

10o lugar: Antonio Eigi, com 12 pontos

11o lugar: Sandro, com 10 pontos

Não pontuaram: Sérgio Marchetti, Thiago Nagao, Rogério Lima e Jucinéa Tavares



Categoria: E Deus criou a mulher...
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 13h09
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Aranha papa-moscas

Leia baixinho, de preferência sussurrando, para não atrapalhar a atividade da nossa personagem. Se a luz estiver apagada, não acenda. Se acesa, não apague. Não faça barulho nem movimentos bruscos. Ela precisa da sua colaboração.


Em minha mesa de trabalho

vejo uma pequena aranha papa-moscas

alheia às minhas tribulações

farejando o ambiente

garimpando suas oportunidades

com inteligência admirável


carrega com elegância

sua determinação firme

de superar um obstáculo

sem demonstrar fadiga

sem questionar as suas razões

(as dela e as do obstáculo)


com extraordinários encanto e beleza

põe à prova sua habilidade inata

enquanto, em determinado momento,

parece olhar para mim

e contemplar meu êxtase

frente a tal eficaz ausência de enganos


fazemos parte do mesmo mundo

buscamos nossas realizações

cumprimos nossas funções

teremos paz


                                           A vida como ela é


                                         Pequena mosca inocente

                                         encontra aranha papa-moscas experiente

                                         the end

                              

                            Ricardo Senna Guimarães



Categoria: Poemas meus
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 11h59
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No Caminho, com Maiakóvski (trecho)

"Na primeira noite eles se aproximam

e roubam uma flor

do nosso jardim.

E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem:

pisam as flores,

matam nosso cão,

e não dizemos nada.

Até que um dia,

o mais frágil deles

entra sozinho em nossa casa,

rouba-nos a luz, e,

conhecendo nosso medo,

arranca-nos a voz da garganta.

E já não podemos dizer nada."

 

Autor: Eduardo Alves da Costa

Buscar na Web "Eduardo Alves da Costa"



Categoria: Citação
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 17h48
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"Errar é humano, mas a sensação é divina."

Autor: Desconhecido



Categoria: Citação
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 17h45
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"Eu canto porque o instante existe

e a minha vida está completa.

Não sou alegre nem sou triste:

sou poeta."

Autor: Cecília Meireles

Buscar na Web "Cecilia Meireles"



Categoria: Citação
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 17h33
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"As melhores coisas da vida não são coisas"

Autor: Joann Davis, escritora americana

 



Categoria: Citação
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 17h19
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A quem escrevo?

Escrevo à sua pulsação

escrevo à sua parte mais tesa

à parte que o esmaga

àquela que lhe traz culpa

àquela que lhe requer coragem

à que caminha pisando em poças d’água

em noite solitária.


Nesses momentos escrevo de asas abertas

de cabeça plena, de braços dados com o inesperado

de encontrar-me só

de sentir-me nu, crucial.

 

Escrevo a quem precisa

e somente a estes sou capaz de dizer o que significa

sua parte tesa que acolhe

meu vôo de asas abertas

rumo ao seu pulsar mais íngreme.


Escrevo à sua liberdade.

                           

Ricardo Senna Guimarães



Categoria: Poemas meus
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 14h46
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Resumo

Quis saber se me amava

respondeu que eu usava

uma bonita gravata

me disse “moço

não tenho nada com isso

não quero mais compromisso

um dia

se a saudade bater

e a vontade vier

aí eu te vejo

te chamo pr'rum beijo

um trago, um passeio

um aperto de mão

e algo mais que deságüe

no meu coração”

 Escrito por Ricardo Senna Guimarães



Categoria: Poemas meus
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 16h32
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Namoro sob o sol

Deitado no aconchego do teu ombro

na cama do teu colo

o sol está mais perto

as aves que voam sobre nós

ensinam-nos a vida

a leve vida de uma ave

a vida pode ser tudo

a paixão pode ser tudo

está nas mãos de quem as faz

está nas asas de quem sabe voar

minhas mãos são garças

que voam vôos de veludo

sobre teus pontos cardeais

não se contentam, voam mais

do teu sul ao teu norte

mão forte

do teu leste ao teu oeste

mão cafajeste

 

Meu sentimento sai quando transpiro

acordo molhado de suor

eu não te sonho

te imagino

abraço travesseiros que são você

escuto sons que são sua voz

vejo imagens que são seus cabelos negros

chupo balas que são seus olhos de amêndoa

fumo cigarros para engolir sua alma

quero dizer

pés encostem-se na parede

boca ajoelhe-se

braços entreguem-se

seios rendam-se a mim

menina mãos ao alto

você é minha prisioneira

você vai arder sob o meu sol!

 

Escrito por Ricardo Senna Guimarães

 



Categoria: Poemas meus
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 09h55
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Ex-amor

Creio que a ti também

aconteceu mais ou menos assim

não tinha ninguém

a quem dizer é o fim

agora já tenho

 

Publicado por Ricardo Senna Guimarães



Categoria: Poemas meus
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 16h43
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Oficina de criação poética

Este eu apresentei hoje na oficina:


Percepção do fim


Adeus

tudo aconteceu num átimo

num fixar de olhos - meus e seus

o que antes gozava da cor das palavras

tem agora o matiz do silêncio

o que era aroma do fogo

é na essência frieza

o que tinha o peso de um lenço

se transformou em rudeza

a luz, antes acesa,

                  no tempo de um vulto

                                            no raio de um breu

                                                                  nos disse

                                                                              adeus

Publicado por Ricardo Senna Guimarães



Categoria: Poemas meus
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 14h31
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Ataque ao pentágono

http://www.pentagonstrike.co.uk/pentagon_bp.htm

Classificação:

Ainda sobre os atentados de 11/9. O que será verdade a respeito da queda de um boeing sobre o pentágono? No link há um vídeo muito interessante, com som e em português.



Categoria: Link
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 16h51
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Paula Lima

Data: Qui 07/4 a Dom 10/4      Local: CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil - Brasília/DF

Eu fui! E realmente foi um super show. Paula Lima tem uma voz poderosa, um charme arrebatador, uma beleza encantadora, uma energia contagiante... Enfim, é um encanto, uma graça, uma elegância, e ainda canta! Samba rock é com ela mesmo. O repertório tinha Seu Jorge, Tony Bizarro, Lincoln Olivetti, Tom Jobim, Jorge Benjor, Tim Maia, Jair Rodrigues, Dona Ivone Lara... Pôs a galera toda pra dançar (sem exagero, ninguém ficou sentado), contou histórias, declarou-se uma cantora carente e se derreteu toda no palco. Que charme! Ah, e ainda estava acompanhada de uma banda de primeiríssima qualidade, com percursionistas da Vai Vai. Definitivamente, Paula Lima tem tudo para se tornar uma diva da boa MPB.



Categoria: Evento
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 15h16
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Noite de autógrafos com Maitê Proença

Data: 22/03/2005     Local: Centro Cultural da Caixa - Brasília-DF

                                                                  A foto que causou inveja em muita gente: eu e Maitê.                      Fotógrafa: Yda

Estive lá para vê-la de perto, é claro! Mas também para ouvi-la, pois li seu livro "Entre ossos e a escrita" e gostei. Na verdade, já a acompanhava eventualmente pela coluna na Época. Valorizo muito a coragem de uma pessoa pública, uma atriz já com o estigma da beleza, em se expor ao público em uma atividade como a de escritora. O que deve ter recebido de críticas... principalmente porque seu texto não tem aquela profundidade, seus temas são banais, suas posições, em alguns casos duvidosas. Deve ter lido muito esse tipo de comentário. Mas ela estava lá, falando com todos com bastante simpatia, acessível, contando suas histórias, tragédias (e as tem!), descobertas, intimidades. Valeu. Parabéns, Maitê!

Clique no link abaixo para ver o vídeo do programa Sempre um Papo, da TV Câmara:

http://imagem.camara.gov.br/internet/midias/TV/2005/04/tvcasemprepapo20050402-01-001-wm.100.wmv

Publicado por Ricardo Senna Guimarães



Categoria: Evento
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 12h23
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Rapidinhas

Quem me dera o seu beijo

em Minas, na fazenda, com café

quem me dera um pão de queijo...


*******


Não há lugar melhor

nem vista mais bela

que no colo dela

só Copacabana...


*******


Um vento forte

balança minha árvore da infância

balança pra cá

balança pra lá...

Ah! Saudade da minha avó

que gostava de rede.


*******


Largas folhas de palmeira

balançam ao sabor do vento...

Tchau!

Tchau pra você também!


*******


Cores nas alturas:

vermelhas, verdes e roxas...

Ah! Flores e frutas!


*******


Flor de violeta

perene no alto do armário

arranha-céu de encanto


*******


Há flores no açougue

feliz a proprietária

tem novo namorado


*******


A maçã descansa

entre peras e bananas

sua beleza


Publicado por Ricardo Senna Guimarães



Categoria: Poemas meus
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 18h35
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Blocos

http://blocosonline.com.br

Classificação:

Um super site de literatura!



Categoria: Link
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 17h42
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Essência (ou Parmalat)

Somos

da carne

a mesma substância

corporalidade

encarnada

sangue do mesmo sangue

tenaz

cor daquele que nos gerou

brado

buscamos no afã do instinto

sorver mediante estímulo

nos pontos protuberantes

nas eminências arredondadas

o branco líquido quente

que jorra de dentro do ser

cálido

raça que nos fez

em essência nós

os mamíferos

Publicado por Ricardo Senna Guimarães



Categoria: Poemas meus
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 16h23
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Shadow

Para quem não conhece, esta é a minha Shadow. Uma moto custom muito gostosa de pilotar, com bastante segurança, e um ronco arrepiante que vem do motor e dos escapamentos esportivos que instalei. A Yda e eu adoramos dar uns rolés pela cidade, parando aqui e ali, curtindo a liberdade e encarando o vento e o céu que só Brasília tem.

Ontem, terça-feira, foi dia de ir ao Terraço, um dos points de quem curte moto em Brasília.

Yda e Guilherme (o estreante) no meio das centenas de máquinas que pintam por lá: 



Categoria: E Deus criou a mulher...
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 09h14
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Choramos a morte da árvore centenária

Uma homenagem a Karol Wojtyla, esse Papa tão importante, tão discutido, tão presente, tão contraditório entre evolução e conservadorismo e, por isso mesmo, tão humano. Rezou sua primeira missa, como o Papa João Paulo II, em 22 de outubro de 1978, dia do meu 14o aniversário, e morreu em 2 de abril de 2005. Descanse em paz, João de Deus. (O que escrevi abaixo não foi pensando no Papa ou na sua morte, foi algo que já estava escrito há algum tempo. Porém creio que se ajuste bem ao momento e que seja uma homenagem ao conjunto de sua obra.)

 

Choramos a morte da árvore centenária

personagem central da nossa infância

gigantismo surreal

frente à pequena riqueza da nossa infância.

(Catástrofe ecológica em nossos corações enraizados.)

Choramos a morte da árvore centenária

esperávamos um dia mostrar aos nossos filhos

nomes troncamente escritos

velhos sonhos que acabaram por tombar.

(Que nossas lágrimas reguem a terra

e que as sementes da árvore centenária

façam surgir uma nova companheira

para a infância dos nossos netos.)

Choramos a morte da árvore centenária

as raízes expostas

longos, pétreos, calosos cordões rumo ao infinito

penosamente expõem

quão profunda a relação

da nossa juventude com sua temperança.

(Resta-nos agora chorar a morte da nossa velha árvore centenária.) 

Publicado por Ricardo Senna Guimarães



Categoria: Poemas meus
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 08h41
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Primeiros apontamentos

Por que criar um blog? Para que venhas comigo...

Porque as estrelas nos dizem muito.

Eu sou meus olhos

lentes que te vêem

observam todas as estrelas do teu céu

e descobrem vez por outra quasares reluzentes

quisera descobrir buracos negros...

Vejo-te e é tudo:

na noite escura do oceano

teu sorriso é um farol

céu e mar,

o encontro é no horizonte

(onde seremos anjos se cumprirmos

nossos desejos na Terra).

Surges em meus sonhos

como estrelas cadentes

que passam sobre nossas cabeças

e chegam ao horizonte antes de nós.

São anjos,

cumpriram seu dever de nos dizer tudo...

Eu sou meus sonhos

imagens que nos projetam

onde tudo é verdade

pois não há sombras na escuridão.

Acordamos descabelados de amor

e da brisa oceânica que bate

e leva nosso bote alhures.

Vamos!

Desagüemos no imenso mar!

O que viveremos?

O que sofreremos?

O que acharemos?

Só nós saberemos!

Publicado por Ricardo Senna Guimarães 



Categoria: Poemas meus
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 12h32
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