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Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 17h14
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Amor Maduro
Texto inspirador atribuído ao Artur da Távola. Amor maduro O amor maduro não é menor em intensidade. Ele é apenas silencioso. Não é menor em extensão. É mais definido, colorido e poetizado. Não carece de demonstrações: presenteia com a verdade do sentimento. Não precisa de presenças exigidas: amplia-se com as ausências significantes.
O amor maduro tem e quer problemas, sim, como tudo. Mas vive dos problemas da felicidade. Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem e o prazer. Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro.
Na felicidade está o encontro de peles, o ficar com o gosto da boca e do cheiro, está a compreensão antecipada, a adivinhação, o presente de valor interior, a emoção vivida em conjunto, os discursos silenciosos da percepção, o prazer de conviver, o equilibrio de carne e de espírito.
O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação com a parte salva de cada pessoa. Ele vive do que não morreu mesmo tendo ficado para depois. Vive do que fermentou criando dimensões novas para sentimentos antigos, jardins abandonados, cheios de sementes.
Ele não pede... tem. Não reivindica... consegue. Não percebe... recebe. Não exige... dá. Não pergunta... adivinha. Existe para fazer feliz.
O amor maduro cresce na verdade e se esconde a cada auto-ilusão. Basta-se com o todo do pouco. Não precisa e nem quer nada do muito. Está relacionado com a vida e sua incompletude, por isso é pleno em cada ninharia por ele transformada em paraíso.
É feito de compreensão, música e mistério. É a forma sublime de ser adulto e a forma adulta de ser sublime e criança. É o sol de outono: nítido mas doce..., luminoso, sem ofuscar..., suave mas definido..., discreto mas certo.
Um Sol que aquece até queimar.
(Artur da Távola)
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 17h13
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Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 14h24
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Conto mínimo
— Venha por esta rua. Sinta o cheiro gostoso da comida sendo preparada para o almoço. Aqui moram as esposas mais dedicadas. Cuidam da casa com afinco, educam as crianças, alimentam seus maridos como não se vê mais hoje em dia. Nesta rua estão preservadas as melhores cozinheiras, as verdadeiras mulheres que nunca deveríamos ter deixado de estimular. — E os maridos mais gordos. Será vingança? Conto inspirado no poema de Leila Miccolis: Estabilidade
Vivemos como casal: você trabalha demais, me sustenta, proíbe isso e aquilo, exige a casa arrumada, quer almoço à uma hora, o jantar às sete e meia, sobremesas variadas... com teus caprichos concordo, e por vingança te engordo.
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 16h55
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 Foto: Katrin Zeidler in http://www.altphotos.com uma tem beleza a outra charme duas ou três efusividade apenas uma sabe o momento de calar ele tem uma certa fleuma e come todas elas cuide de sua riqueza por menor que seja
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 11h32
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XX Sarau da Câmara dos Deputados

Categoria: Evento
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 14h12
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8 femmes em Brasília

Categoria: Evento
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 10h27
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TRIBUTO À POETA MARLY DE OLIVEIRA
Data: 20/07/2007 - Hora: 19h
Local: BIBLIOTECA NACIONAL DE BRASÍLIA
Dando continuidade às homenagens a poetas brasileiros, a Biblioteca Nacional de Brasília promoverá tributo a Marly de Oliveira.
Nascida em Cachoeiro do Itapemirim- ES, fez seus primeiros estudos em Campos dos Goytacazes - RJ. Poeta e professora de língua e literatura italianas e de literatura hispano-americana. Publicou, entre outros, os livros: Cerco da Primavera (1957), Explicação de Narciso (1960), A Suave Pantera(1962), A Vida Natural e O Sangue na Veia (1967), Contato e Invocação de Orpheu (1975), O Mar de Permeio (1998) e Uma vez, sempre (2000).
O embaixador do Brasil junto à CPLC (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), em Lisboa, Portugal, LAURO MOREIRA, apresentará um recital-conferência, incluindo um breve perfil da vida e obra da poeta e a leitura de doze poemas.
O Tributo a Poeta Marly de Oliveira será no dia 20 de julho de 2007, sexta-feira, às 19 horas no auditório da Biblioteca Nacional de Brasília no Conjunto Cultural da República.
A entrada é franca e o acesso ao estacionamento é pela área do antigo Touring Club do Brasil. Encarecemos a pontualidade por causa de compromissos do conferencista.
Categoria: Evento
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 17h10
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Dia dos namorados atrasado
"El deseo es más vasto que el amor pero el deseo de amor es el más poderosos de los deseos." Octavio Paz
Categoria: Poesia do dia
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 17h08
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Esta eu achei ótima:
Eu levo ou deixo ?
Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa um certo dia, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal.
Chegando lá, constatou um ladrão tentando levar seus patos de criação.
Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:
"Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência que o vulgo denomina nada."
E o ladrão, confuso, diz:
"Dotô, eu levo ou deixo os pato?"
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 08h31
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A vida necessita de pausas...

Categoria: Poesia do dia
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 10h27
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Carolina Dieckmann

Posando para exposição de fotos em shopping.
Categoria: E Deus criou a mulher...
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 14h12
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Dicionário das coisas importantes
Recebi por e-mail este poema de autor desconhecido:
Não está no Aurélio
Abandono:
quando a jangada parte
e você fica.
Adeus:
o tipo de despedida
mais triste que existe.
Adolescente:
toda criatura que tem fogos
de artifício dentro dela.
Artista:
espécie de gente que nunca vai deixar
de ser criança.
Ausência:
uma falta
que fica ali presente.
Fotografia:
pedaço de papel que guarda
um pedaço de vida nele.
Filho:
serzinho adorável e todo seu,
que um dia cresce e passa a ser todo dele.
Gelo:
aquilo que a gente sente na espinha
quando o amor diz que vai embora.
Lealdade:
qualidade de cachorro
que nem todas as pessoas têm.
Lágrima:
sumo que sai dos olhos
quando se espreme um coração.
Ousadia:
quando o coração
diz para a coragem: - vá!
Categoria: Poesia do dia
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 17h30
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Today's front pages
http://www.newseum.org/todaysfrontpages/flash/
Classificação: 
As primeiras páginas dos jornais de hoje, do Brasil e do mundo. Cada bolinha laranja nos mapas dos continentes são jornais de cidades daquele estado, ou País. Todo dia tem a 1ª página de cada jornal. Ao posicionar sobre a bolinha desejada aparece, ao lado, a 1ª página dos jornais, e clicando sobre a bolinha, vc tem a página em tamanho maior, para facilitar a visualização. Uma viagem ao mundo inteiro dos jornais.
Categoria: Link
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 14h22
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Mensagem para as mães
Trecho do poema A vida, de Cora Coralina:
A água estava pelo queixo. Eu bracejava, bracejava. Quatro crianças no meu dorso, agarradas nos meus cabelos, nas minhas orelhas, nos meus ombros, nas minhas carnes. Quatro crianças que eu levava comigo e que devia levar até o porto. E eu bracejava, bracejava. Fui a última? Não. Não fui a última. Porque bracejando, com aquelas crianças no meu dorso, eu vi passar náufragos, pedaços de barcos destroçados. Náufragos agarrados numa tábua. Corpos mortos de famílias desajustadas, destroçadas. E um dia a correnteza, depois de muita luta, muito esforço, a correnteza me jogou no remanso. E o remanso me jogou para a margem. Senti uma solidez para os meus pés.
Levantei. Saí da água escorrendo com a dor. Corridos, molhados, ainda sentindo no dorso aquelas quatro crianças. Depois pisei a terra firme da margem. As crianças saltaram do meu dorso e o que vi nesta hora... Esta hora foi a hora do deslumbramento. Eu havia carregado quatro crianças? Não. Quatro gigantes haviam me carregado. Eu não carreguei meus filhos. Quatro gigantes me carregaram. Saltaram dos meus ombros quatro gigantes. Eu vi. E compreendi que aquelas crianças que eu pensava que estava carregando, agarradas aos meus cabelos, às minhas orelhas, eram quatro gigantes que me carregavam.
Fonte: Correio Braziliense, 14 de maio de 2006
Categoria: Poesia do dia
Escrito por Ricardo Senna Guimarães às 17h49
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